Registro I
No incompleto das coisas
repousa o relógio
sem sol e de silêncio constante.
Seu tempo é lança de rumo incerto
e alvo ressentido no entulho,
na brasa e carvão
dos dias postos.
Eis que a hora chega,
chegará,
antes de esgarçar
o que é feito de sonho,
palavra e tendão.
Vida antes da morte,
desvio de poesia ilesa.
O poeta imita o corpo
da alma do poema.
Assim vive, em luz.
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