Amo.
E no zumbido oco do meu silêncio
os diminutos retratos de nós,
no tempo e no espaço:
o início infante, os intrépidos ares
de nossa juventude rude e intumescida.
Amo. Vendo que por cada segundo,
sinto uma fresta insistente de luz
brotar em desejo, carinho e cuidado
incontestável e intransferível.
Não se remove o que Deus brota.
Nem se destrói o que Dele cresce.
É planta-vida.
Amo, porque no silêncio em que estás
na tua penumbra, esquecestes que te queres
para te preencher de mim e assim de ti
pois de ti também estou pleno.
Amo, porque mesmo pouco,
o que tudo é, avanço.
Engaste e beleza,
atrito, tributo, cratera e clareira.
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