29 dezembro 2011

Registro LVII














A minha resistência é a poesia.
É de lá que sai a cura,
é para lá que vou e saro.
Amanhece e entardece Adélia.
A noite Hilda canta,
escuro e fantasma,
estaca e penitência.
O sol que brota no sono
floresce por horas e eu,
ai Deus, é nos poemas
que suporto minhas trevas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário