02 abril 2011

Registro III

Vai pela asa de inseto-fonte,
zumbidos delicados,
carne transparente,
para teus olhos-raios-profundos
a danação da promessa.

Uso lâmina afiada nas bordas,
no meio. Pontas finas no centro do corpo -
funduras de inquietação.

O sangue tão translúcido esvoaça,
evapora-se e faz-se nuvem
sobre violetas tenras,
sumarentas.

O áspero-suave que roça
e nos alcança,
o poema.

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