02 abril 2011

Registro IV

Onde o meu pedaço
de terra é prado, Hilda,
e o meu presságio fagulha?
As rutilâncias do teu cortejo
minha dobradura,
carga, peso e árias de desassossego?

Onde minha noite
é clara, Adélia?
Sombra-ágata-lírica,
asa líquida,
aurora de redenção?

Caneco de azul pintado,
borda de leite

Agulha de prata?
E eu, solidão nas alturas,
Sou corda de fibra esticada
em cada mão.

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