O meu amor existe
para te completar Hilda,
nos prados inundados
de polpa e riso.
Em tua taça de ouro
carregas o meu vinhedo
e minhas oscilações
para beberes
o mar de nosso juízo.
O meu amor existe Hilda,
e o teu é para me libertar
mil vezes do vale de sombras,
do impreciso em mim.
Teus instrumentos sondam-me
o coração até os ossos
e a possibilidade de vir a ser
irmão, relicário,
enredo, capitão, signatário.
Viver então nos impregna
o instante que antecede
a origem:
o meu amor,
o teu amor,
juntos existindo.
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