Estive no prado, Caio.
Duas ramas, bule de alumínio
e fresta na telha preenchida de sol.
Reli tuas cartas
ao pé do Sagrado Coração,
tanta dor e doçura tecidas.
A fragilidade luzidia
da chama da vela,
sobre a mesa arrumada,
eu supus ser como a vida:
pega que ela queima,
sopra que vai embora,
se desvencilha.
Não quero respirar ainda
perto dela.
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