06 junho 2011

Registro XXXVIII

Ele cantava
uma canção noturna
para as putas solitárias.
Um violão emprestado,
o banco velho,
delírios afiados,
melodia etílica,
sombra e desatino.

O filho dormindo num canto
esperava a hora
de ser o caminho
da sua retirada.
Dor e frio.
Amor se esgarçando.

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