25 julho 2011

Registro XLVII

Amo.
A solidez medonha é dessa tal palavra.
Eu sou e vivo na metáfora louca:
é o que tu és o que eu fagocito
e regenero em tua solidez mais cálida.

Amo.
A solidez medonha desse tal gesto
que insinuas.
Eu sou e vivo dessa imensidão.
Da tua parte que completa o mundo
eu sou o nórdico e o vazio sem ele.
Ama, que é todo meu o desvario,
do calor que reverberas,
o vínculo do nosso universo
inconcebível e flor.
 



Pelos 19 anos juntos.

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