Soube da lança
ponta aguda
na memória das coisas,
o tempo cravado em pedras,
paredes escuras
no entumecido corte no de dentro.
Do Prado escaldado, o osso roído das horas,
só adagas cruzando o deserto.
Poemas imprecisos
em delicados solfejos nos dias.
É terna a ferida em mel supurada
por abelhas cerzindo saudades
no laranja esquivo da tarde.
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