Estou é vivo agora.
Agora que choro sem dormência,
que sinto anjos brincando
em meus ouvidos
no silêncio sinuoso nas têmporas.
Os objetos todos expostos
na sala, límpidos, coloridos
e tu no meio deles
exalando flor-de-lírio, cânticos,
perfume-palavra, gente-doçura,
brancos-ferruginosos,
leite de amêndoas, mãe de poesia,
cocos silábicos, líricos, poéticos.
Nessa hora em que a fome cintila
o que deveria comer?
Vida, vida, vida...
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