Dia morno na órbita dos olhos
sufocado de azul e luz.
Tinha uma permanência aguda,
uma penitência encharcando as costas,
sombra de mangueira,
ranço tenro de pitanga,
vespa, isca, nesga do suspiro de Deus.
A primavera saiu assim do vestido,
da calçada de pedras renitentes,
entre viver e esperar a noite.
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