O menino pleno de sua criancice
esperava bolo e festa de aniversário.
Sua fome era de vida,
sobressaltava os órgãos,
a lógica no decorrer das horas.
Impaciente com a infância
que se demora em desdobrar
os sonhos, as brincadeiras
e a imensidão a ser preenchida
deixou escapar:
se cada segundo é novo
para que repetir o sopro?
Deixou para trás
os dez anos assim que levantou
os olhos,
pleno de sua existência.
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