Tenho desamparos.
Escrevo nos livros que leio
querendo acalentar as palavras que tenho.
Escritas em sumo doloroso,
não saem de mim de outro modo.
Penso em Deus e fujo.
Não quero dizer o que ele já sabe.
Ele me encontrará
onde eu existo mais pobre,
mais desamparado
e me dará mais mil palavras novas
ao primeiro ardor do sol
para que eu recomece a minha lavra.
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