De ser mulher
eu não sei.
Não sei dos recantos de veludo,
fartas vestes de ostra rubra.
Nem dos rios de fogo
e lava perene cruzando
recônditos desertos.
Porque põe batom
eu estremeço, ígneo
em febre e taquicardias,
pleno suor de sal
resvalando pele e osso.
Meia-noite o seu perfume
faz mudar o mundo,
a órbita, o dia. Recomeça tudo
feitiço e lua, temor, abandono,
entrega e precipício.
De ser homem aprendi isso:
caminho sem volta
amando o que não sei.
Por causa dela existo
engastado em sua matéria
de complexo mistério.
à madrugada, um leopardo faz colidir estrelas!
ResponderExcluiraff... quanta beleza!
beijoca!!