25 abril 2011
Registro XXI
Preciso dizer sim
embora desconheça o modo
e aonde isso me levará.
Sim, por uma estrada esboçada
tingida de cores sobrepostas.
Sim, para o silêncio grandioso
que envolve o abismo
e ao mais profundo som original
que, ainda inaudível,
estremece o lume.
É necessário ser sim
para que vejamos o medo.
Sim ao medo!
Para que o enfrentemos
de que modo seja
e ele recue fraco, exaurido.
Sim para a margem do rio,
pelo fértil da lama
no fundo dele.
Pela vida que nos exaspera.
Pensei até em dizer,
sim ao vão dos ocos
e me entrego corado.
Não sei o que isso quer dizer,
vão dos ocos.
Mas tenho o exato tamanho
da sua força em mim –
o desconhecido!
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