Vai pela asa de inseto-fonte
o zumbido delicado
carne transparente
para teus olhos-raios-profundos,
a danação da promessa.
Uso lâmina afiada
nas bordas, no meio.
Pontas finas no centro do corpo –
funduras de inquietação.
O sangue tão translúcido
que esvoaça, evapora
faz-se nuvem
sobre violetas tenras,
sumarentas –
e o áspero-suave que roça
nos alcança o poema.
que lindo, leo. a busca do poema, do poema-vida! beijoca.
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