18 maio 2011

Registro XXIX

Vai pela asa de inseto-fonte
o zumbido delicado
carne transparente
para teus olhos-raios-profundos,
a danação da promessa.

Uso lâmina afiada
nas bordas, no meio.
Pontas finas no centro do corpo –
funduras de inquietação.

O sangue tão translúcido
que esvoaça, evapora
faz-se nuvem
sobre violetas tenras,
sumarentas –
e o áspero-suave que roça
nos alcança o poema.

Um comentário: