Ah Adélia,
eu não sou eu puro,
sou minha mãe murcha,
esgarçada nos ásperos da vida.
O eu-mãe perdido
no cordão do umbigo,
ô cordão da saudade!
Quantas coisas
ficaram desconexas:
dialogar com o sapato
é querer Deus por perto
e assumir pobreza e medo.
Se o mal está em querer compreender
o que faço é dar minha fala
para Ele.
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